sexta-feira, 3 de junho de 2011

Profissionalismo – Não dá para não ter

Ser profissional, ter profissionalismo são, aparentemente, quesitos óbvios para quem quer ter sucesso no mercado de trabalho.

Porém, a busca por verdadeiros profissionais ainda é feita com lupa.

Pesquisas com muitas empresas da atualidade mostram que há muita quantidade em detrimento da qualidade.

Para a maioria das vagas disponíveis, o número de currículos recebidos é em média acima de 300. Mas, mesmo com essa quantidade significativa, muitos cargos permanecem em aberto por diversos meses.

Onde estão as lacunas? Por que mesmo após a primeira década do século XXI essa realidade ainda permanece? Afinal, nunca se falou tanto nas características do profissional desejado pelas empresas, como nas exigências do mercado de trabalho e no crescimento constante das competências profissionais!

Uma das defasagens, com certeza, está na preparação segmentada. Uma grande maioria apresenta credenciais nas competências técnicas, quando hoje é necessário contemplar também as comportamentais.

Aliás, conforme diz Stephen Covey, no livro O 8º Hábito, quanto mais o profissional cresce na hierarquia, mais ele necessita das competências comportamentais. Segundo ele,em todas as atividades a inteligência emocional é duas vezes mais importante do que as habilidades puramente cognitivas. Nas posições de liderança, a inteligência emocional responde por 2/3 ou mais dos elementos de um alto desempenho.

Logo, o profissional precisa se desenvolver de maneira integral, nas suas dimensões físicas, mentais, emocionais e espirituais.

É necessário que ele tenha uma visão sistêmica de si mesmo e da empresa em que atua.

Só assim poderá gerar e entregar resultados, de acordo com o perfil do seu cargo e do segmento em que atua.

O Livro Profissionalismo – Não dá para não ter já abordava em 1997 estas questões.

Por isso, continua atual e prático. É um manual, de fácil leitura,que além de abordar o desenvolvimento integral do profissional, oferece caminhos e dicas que podem ser adaptadas ao perfil de todos os profissionais.

Fonte: Bete D’ Elia

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Você sabe o que é Síndrome de Burnout?

 Para quem não sabe ou mesmo nunca ouviu falar nessa definição em inglês, burnout (lê-se bârnáut) significa burn (queima) e out (para fora, até o fim), ou seja, ao pé da letra pode-se traduzi-la como combustão completa. Em português, seu significado seria algo parecido como “perder o fogo” ou “perder a energia”.
Portanto,  síndrome de burnout pode ser entendida como a perda total de interesse pelo trabalho e um profundo desgaste profissional muito comum em pessoas dedicadas ao trabalho, exigentes consigo mesmas e com os outros e com mania de perfeição. Muitas vezes, tais profissionais tornam-se frustados em suas expectativas por não serem reconhecidos no ambiente de trabalho ou não merecerem a atenção que mereciam.
A síndrome foi denominada e detectada pela primeira vez em 1974, pelo pesquisador e psicanalista americano, dr. Freudenberger,  após notar oscilação de humor e desinteresse pelo trabalho entre alguns de seus funcionários da área de saúde.
Tal doença pode se manifestar em qualquer profissional, porém, é mais comum em profissionais que se destinam a cuidar de outras pessoas ou que tenham um contato interpessoal muito intenso e próximo como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, professores, psicanalistas, entre outros. 
Conheci há muitos anos, quando estava em começo de carreira, uma secretária muito competente que havia estudado enfermagem e que adorava o que fazia.  Atuou por quase sete anos como enfermeira em um grande hospital e sua ala era de doentes terminais. Depois de alguns anos, contou-me que tinha insônia, estava apática, desmotivada, estressada, infeliz e totalmente desinteressada pelo trabalho. Era considerada uma pessoa feliz,  sensível, emotiva, comunicativa, com um astral elevado e cheia de energia e disposição. Tudo isso acabou quando ingressou nesse hospital.  Sua atividade era altamente desgastante e sentia-se mal e responsável quando algum doente falecia e sofria junto com a família. Ela se envolvia muito com a vida dos pacientes e esse sentimento de compaixão era característico da personalidade dela. 
O ponto final se deu no dia do seu aniversário quando soube que um paciente que ela cuidava e por quem sentia muito carinho, havia morrido. Imaginem vocês, como ela passou o dia do seu aniversário.  Com determinação e coragem, resolveu então sair e começar sua carreira do zero. Fez um curso técnico de secretariado e começou a trabalhar na função.  Na empresa onde nos conhecemos,  já estava em seu segundo emprego como secretária e estava muito feliz e satisfeita com a escolha,  embora, segundo ela,  já tivesse mais de trinta e dois anos.  
A lição que ela tirou era que não deveria mais se envolver com os problemas da empresa, dos chefes, dos colegas e amigos, enfim, de ninguém. Iria sim, ajudar no que fosse possível, porém, sem fazer com que o problema fizesse parte da vida dela e, com isso, a influenciasse como acontecia.
Sendo assim, acredito que muitas secretárias já sofreram ou sofrem dessa síndrome e nem sabem, uma vez que estão em constante contato com clientes, fornecedores, executivos e seus familiares.  Junto com eles, aparecem os problemas, ambições, frustações, ansiedades, expectativas, bem como o de toda a  equipe, cada qual com sua expectativa no ambiente de trabalho. E, vocês sabem, muitas vezes, a secretária torna-se uma confidente, um ombro amigo e até uma psicóloga quando alguém quer desabafar.
Somando-se a tudo isso, temos a figura da secretária que também tem seus anseios, metas, frustações e, não raro, o desempenho da empresa, do chefe e de sua equipe afeta, direta ou indiretamente, os objetivos e o humor das secretárias. Nesses casos, nem sempre ela tem com quem conversar e raramente deixa transparecer sua fragilidade.
Se você for uma secretária em começo de carreira que trabalha em uma pequena empresa e que é obrigada a fazer tudo (serviço de telefonia, recepcionista, compra de material, etc.) cuidado com a carga de trabalho e com a energia que dispensa nesse emprego.
Por outro lado, se você já é uma secretária experiente, competente e que trabalha em uma grande empresa ou em uma multinacional também deverá ficar alerta porque, em geral, o quadro de funcionários é enxuto e a secretária é contratada para trabalhar com dois ou três executivos e, muitas vezes, se depara exercendo sua função para quatro ou cinco, além de tomar conta de outras atividades ou mesmo colaborar como assistente da área em que atua, mantendo sempre a  perfeição, rapidez e profissionalismo.
Muitas vezes, isso acontece sem uma conversa prévia por parte do chefe ou do RH, sem aumento de salário e perspectiva de promoção ou cursos que promovam seu desenvolvimento e aperfeiçoamento na área. O comum é receber só promessas vagas e falsas.
Já conheci pessoas, não só secretárias, que saíram de uma empresa onde ficaram por alguns anos sem direito a férias e eram admitidas em outra rapidamente. Não dava tempo para descansar, tirar uns dias para viajar ou relaxar. Com isso,  já ingressavam nas empresas exaustas e tendo de mostrar o mesmo comprometimento e profissionalismo que mantinham na empresa anterior.  As desejadas férias só viriam dali a um ano ou mais e torciam para terem energia  até lá.
Não raro,  essas pessoas já estavam sofrendo dessa síndrome e nem sabiam porque ela é confundida com estresse ou fadiga intensa. Preste muita atenção no seu trabalho e na atividade de seus colegas para alertá-los quanto ao problema e pedir que eles procurem ajuda profissional, seja médica ou psicológica quando o desgaste físico e emocional estiver no limite.
Hoje em dia, as empresas competitivas e modernas estão sempre se desdobrando em mil para se manter ou atingir a liderança e, com isso, se destacar no mercado como a melhor ou uma das melhores. Isso também envolve seus funcionários,  o que gera um trabalho sempre intenso e interminável, com cobranças de dedicação, profissionalismo, comprometimento, hora extra e proatividade a todo o momento. Isso envolve desde o presidente até o cargo mais simples da empresa, enfim, a exigência é para todos e o medo do desemprego é uma constante. Por isso, os workaholics (viciados em trabalho) tornam-se presas fáceis e fortes candidatos a sofrer desse mal.
Além das causas psicológicas como vazio interior, depressão, recolhimento, etc., existem também as físicas como falta de apetite, distúrbios do sono, dores de cabeça, náuseas, tonturas, tremores, falta de ar, palpitações, oscilação de humor, dificuldade de concentração, problemas digestivos, entre outros. Tais sintomas são denominados como doenças psicossomáticas.
Se você quiser saber mais a respeito, converse com médicos, psicólogos ou pesquise em livros e na internet, pois, por ser uma doença relativamente nova, muita gente a confunde com depressão. Fique atento às causas, sintomas e tratamento, pois, a síndrome de burnout é também conhecida como a síndrome do esgotamento profissional, é uma forma de exaustão emocional, um estado de depressão, apatia, perda da auto-estima e falta de interesse pelo trabalho, mesmo se dedicando com afinco a ele. É como se o fizesse de forma mecânica, sem emoção ou comprometimento, gerado por um sentimento de frustação por falta de reconhecimento à sua competência e dedicação ao trabalho. O único aumento que recebe é o da carga horária e de funções.
Eu me lembrei agora de uma colega de trabalho em uma das últimas empresas em que trabalhei. Era era alegre, extrovertida e muito sociável, porém, seu nível de empatia era zero. Quando o assunto era a empresa, ela formava uma barreira de concreto em sua frente e nessa parede não passava nenhum sentimento de compaixão, emoção, sensibilidade, preocupação no que se referia aos problemas do chefe, da equipe, dos colegas ou da empresa. Talvez tenha sido uma forma de defesa que ela tenha desenvolvido ao longo dos anos para se proteger.
Ela sempre dizia que não era problema dela, que não poderia ajudar a resolver e que já tinha problemas pessoais e familiares suficientes para se ocupar.  Mantinha sempre seu horário de almoço e saída,  estava sempre saudável e com boa aparência, além de demonstrar tranquilidade em qualquer situação de conflito ou tensão. Enfim, seus interesses sempre estavam à frente dos interesses da empresa.
Caso a empresa falisse ou ficasse em situação difícil; o chefe fosse demitido ou coisa parecida, ela não se abalaria e iria tentar se manter no emprego ou se recolocar no mercado de trabalho o mais rápido possível. Nesse caso, não sei de que lado você ficaria:  se o da enfermeira que virou secretária ou da secretária que se mantinha fria como uma parede de concreto e não se deixava abalar por nada e por ninguém. Talvez conheça pessoas com essas características, porém, todos sabemos, que ser radical ou ter uma atitude extrema em qualquer situação não é bom, porém, encontrar equilíbrio e mantê-lo nessas circunstâncias á ainda mais complicado.
Particularmente,  já manifestei as duas atitudes e, hoje em dia, procuro o tal equilíbrio, embora seja difícil de encontrá-lo, afinal, todos nós estamos a sua procura. Lembre-se de que o que importa é você, sua saúde, seu bem estar, sua realização pessoal e satisfação profissional, pois a vida, seja ela boa ou ruim, é uma só e trabalho, independente de como ele se apresentar, existem muitos por aí. Pense nisso!
Fonte: www.tudosobresecretariado.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

FST - BA
FUNDADO O FÓRUM SINDICAL DOS TRABALHADORES
DO ESTADO DA BAHIA FST-BA   
 
  Com a presença de 18 entidades sindicais de diversas categorias profissionais do Estado da Bahia, foi fundado o Fórum Sindical dos Trabalhadores do Estado da Bahia - FST-BA , no dia 27 de maio de 2011 em Salvador - BA, através de uma reunião de organização e fundação, conforme amplamente divulgado, nas dependências da Federação dos Empregados no Comércio do Estado da Bahia - FECOMBASE .
 
Houve uma exposição sobre a história, motivo e necessidade para a criação do FST Nacional aos presentes, pelo Coordenador Licenciado José Augusto da Silva Filho (CNTC), que estava representando no ato o Coordenador Interino Lourenço Ferreira Prado ( CONTEC ), que justificou a sua presença por estar participando de uma atividade sindical representando a sua categoria (Bancários), em Fortaleza - CE.
 
Na sequência, José Augusto fez uma explanação detalhando sobre os principais princípios do FST mostrando a importância deles, para o fortalecimento da estrutura sindical brasileira, do respectivo fortalecimento do próprio Fórum, nas lutas pela manutenção dos direitos trabalhadores (as), novas conquistas, pela autonomia e fortalecimento dos sindicatos, das federações e das confederações, conforme segue:
 
Unicidade Sindical;
Em Defesa do Sistema Confederativo;
Pela Manutenção da Contribuição Sindical;
Organização Sindical por Categoria e Não Apenas por Ramo;
Defesa dos Direitos Trabalhistas, Sindicais e Previdenciários;
Pela Manutenção dos Artºs 7º e 8º da Constituição Federal.
 
Após a explanação foi realizado um amplo debate entre o expositor e os presentes, sobre os temas gerais apresentados e, de outros que preocupam na atual conjuntura, como por exemplo, a unicidade sindical e os riscos da Portaria MTE 186, que ainda não foi julgada no Supremo Tribunal Federal e, de seus efeitos avassaladores em toda a Bahia e no Brasil; dos discursos irresponsáveis de alguns dirigentes sindicais, que promovem investidas contra a manutenção da contribuição sindical e da contribuição assistencial; das práticas antissindicais que ocorrem no país; das crescentes demissões de cipeiros e de dirigentes sindicais, que gozam de seus direitos à estabilidade; exploração da mão-de-obra e de trabalhos escravos; extensas jornadas de trabalho; do aumento a cada ano dos acidentes e doenças ocupacionais, que matam e adoecem a classe trabalhadora; pelo fim do fator previdenciário e, outros grandes temas nacionais.
 
Encerrando os debates que surgiram nas discussões dos temas citados, o Coordenador José Augusto e o Presidente da FECOMBASE Márcio Fatel fizeram seus esclarecimentos.
 
O Coordenador na sequência se dirigiu a todos os presentes, questionando-os se haveria a vontade de se fundar naquele momento o Fórum Sindical dos Trabalhadores do Estado da Bahia. Como a resposta foi unânime, foram eleitos os seguintes Coordenadores pelos presentes:
 
José Ribeiro - FECOMBASE - UGT
Genival Santos Gomes - FETTHEBASA - NCST-BA
Rita de Cássia Moreira da Costa de Goes - FENASSEC
Marcos Antônio Souza Pereira - FENAVENPRO
Jorge Santos da Silva - FENATEST
 
Os Coordenadores eleitos serão convidados pela Coordenação Nacional para uma viagem à Brasília, em data a ser agendada, onde oportunamente irão conhecer a Assessoria Parlamentar e Política, os demais Coordenadores Nacionais do FST, a nova sede do FST e, terão a oportunidade de conhecer de perto, de uma forma prática, as principais ações do Fórum, planos estratégicos de ações junto ao Congresso Nacional e demais atividades sindicais.
 
A Coordenação Nacional parabeniza os dirigentes sindicais da Bahia por essa iniciativa, que em muito fortalecerá as lutas em defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores brasileiros, principalmente nas ações dentro do Congresso Nacional, junto aos parlamentares desse Estado.
 
Os nossos agradecimentos especiais a FECOMBASE e toda a sua Diretoria, por sediarem e apoiarem este histórico acontecimento. Fonte: Assessoria Parlamentar e Política do FST.
 
 
Cordialmente,                           
 
José Augusto da Silva Filho             
Diretor 1º Secretário da CNTC
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