segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Facebook é usado por 73% dos recrutadores que participaram da pesquisa da consultoria Reppler

69% das empresas já rejeitaram candidato por causa das redes sociais.

Um bom monitoramento dos perfis nas redes sociais pode garantir a vaga de um emprego

São Paulo – De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Reppler, especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, 69% dos 300 recrutadores norte-americanos entrevistados rejeitaram um candidato devido a informações nos perfis de redes sociais como Facebook, LinkedIn e Twitter.

Mentir sobre suas qualificações foi apontada como a principal razão pela qual os recrutadores desistiram de contratar o candidato. Em seguida, postagem de fotos e comentários inapropriados, comentários negativos a respeito do antigo chefe. Até falta de habilidade de se comunicar nas redes sociais entrou para o ranking.
 
O monitoramento do conteúdo compartilhado nas redes sociais deve ser constante, pois, por outro lado, um bom perfil pode garantir uma contratação. Segundo a pesquisa, 68% dos ouvidos já contrataram um profissional devido à boa imagem passada nas redes sociais.

Outras razões que levaram os recrutadores a contratarem, após a análise os perfis das redes sociais são: o perfil das redes sociais confirmar as qualificações profissionais do currículo, criatividade, boa comunicação, boas referências e prêmios recebidos pelo candidato.
Curiosamente, a maioria dos recrutadores recorre às redes sociais no começo da seleção: 47% afirmaram que após o recebimento do currículo fazem uma pesquisa nas redes sociais. O Facebook é utilizado por 73% dos entrevistados, 53% preferem o Twitter e 48% o LinkedIn.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FELIZES, MAS DESPREPARADOS

Pesquisa mostra pessoas mais satisfeitas com seus empregos, mas despreparadas para crescer

Um estudo realizado por Jaqueline Weigel, diretora do Núcleo de Coaching Integração, revelou que os brasileiros estão mais felizes e otimistas com o trabalho, mas, ao mesmo tempo, os profissionais estão mais perdidos e despreparados para o crescimento do país. “A finalidade do estudo foi entender com profundidade a atual relação das pessoas com suas vidas, com seus objetivos no trabalho e se estão preparadas para o futuro do Brasil”, afirma a executiva.

A pesquisa acompanhou mil pessoas durantes cinco meses. Os participantes tinham entre 23 e 75 anos. O estudo mostra que 65% dos profissionais não têm ou não sabem claramente seus objetivos de médio e longo prazo. A enquete também revelou que 68% se declaram felizes no momento atual e somente 3% demonstraram um alto grau de infelicidade ou insatisfação. “Percebemos que o brasileiro está feliz, até mesmo eufórico, mas ao mesmo tempo perdido e despreparado para o crescimento do país”, ressalta Jaqueline Weigel.


Para a especialista, declarar felicidade e satisfação abundante sem ter objetivos claros não é sustentável. “As pessoas não foram ensinadas a criarem metas tangíveis, então têm anseios abstratos, como ter saúde, paz, ser feliz ou a mais simples e rasa de todas: ganhar dinheiro. Essas pessoas não foram treinadas para construírem um legado e passam a não serem capazes de responder perguntas básicas como quem é você, qual é seu sonho e porque ele é importante para você?”, diz Weigel. “Então, o profissional nessa situação pede aumento, só reclama ou troca de trabalho”, avalia.

De acordo com ela, as pessoas precisam aprender a refletir, planejar e somente depois agir. “Hoje, fazemos o contrário e isso gera desperdício e vazio”, conclui a especialista.

Fonte: Bolsa de Mulher

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A secretária do século XXI - Posturas, atribuições e responsabilidades

Por Beatriz Bernardi

O século XXI chegou com força total e trouxe à realidade novas exigências. Com tantos acontecimentos turbulentos, seja na política, seja dentro da sociedade, ou ainda na economia, esses poucos 10 anos que vivemos do novo século reavivaram diversos valores que haviam se perdido – e até mesmo desconsiderados -, como o bom relacionamento, o respeito nas relações comerciais e a ética, além de deixar bem claro quais as consequências para aqueles que ignoram o grande valor de cada um deles.

   O avanço da tecnologia foi um fator fundamental nesse processo. Sobretudo, a internet facilitou a comunicação no mundo todo com a rapidez da veiculação de informações e cada vez mais dando credibilidade às relações firmadas virtualmente, potencializando até mesmo a disseminação de dados e notícias de alto valor. A telefonia fixa, por sua vez, se expandiu com a mesma rapidez que a telefonia via web e trouxe a agilidade que se fez necessária por conta do ritmo dos negócios. Estar por fora da rede neste século significou estar fora do planeta.

   Como não podia deixar de ser, portanto, grandes transformações rodearam a secretária nos últimos anos. Aliás, diga-se de passagem, desde o surgimento da profissão, diversos aspectos inerentes às suas atividades foram alcançados pelas novas necessidades, modificando, assim, parte da sua estrutura básica de atuação. Tanto pelo seu próprio executivo, quando pelas exigências do mercado e pelas atualizações em termos acadêmicos, a secretária, hoje, já não é mais a mesma de 10 anos atrás.

   Ela deixou de ser simplesmente a assistente que cuida dos telefonemas, da agenda e das viagens; o estereótipo da senhora que usa óculos e coque nos cabelos, serve café e digita na máquina de escrever há muito tempo não existe mais. Robert Reich, em seu livro "O Trabalho das Nações", descreve o secretariado como “uma das profissões de futuro”, e ser uma profissão de futuro significa englobar uma multiplicidade e diversidade de tarefas e exige das pessoas a capacidade de antecipar, identificar e resolver problemas.

   Roberto Shinyashiki diz que a secretária

“[...] cada vez mais está se tornando uma profissional capaz de pensar estrategicamente e não ser uma cumpridora eficiente e rápida de ordens e solicitações. A secretária tem se colocado em um novo patamar, no qual consegue compreender a dinâmica de todos os projetos com os quais o executivo esteja comprometido.”
   Não basta mais assessorar o executivo, mas ter plena consciência do que ocorre ao seu redor; ele nunca estará só: sempre haverá uma equipe suportando-o nas suas ações, nos processos e que o auxiliarão a alcançar os melhores resultados. Logo, auxiliar o superior e assegurar que ele realize o melhor trabalho significa hoje, também, auxiliar àqueles que estão ao seu redor; ou seja, a secretária passou a ser a ponte da informação, muitas vezes para intermediar a comunicação entre o executivo e os clientes internos (funcionários e colaboradores) e externos (consumidores e distribuidores).

   A secretárias assumiram, portanto, um papel cada vez mais estratégico nas companhias, desempenhando funções de assessoria e coordenação e incorporando uma postura mais executiva. Atender telefones, marcar compromissos ou selecionar correspondência ainda fazem parte das suas atividades, mas estão longe de serem as principais atribuições dessa nova profissional. Vejamos quais são as características que mais tem chamado a atenção do mercado e das empresas:
• Adaptabilidade
• Dinamismo
• Empreendedorismo
• Sociabilização
• Capacidade Visionária
• Business Engagement

 Se você está intrigado em não ter visto na lista acima características como pro-atividade, etica, discrição, multifuncionalidade e boa retórica é porque estes requisitos já são dados como fundamentais para a nova face da secretária e já não são mais vistos como diferenciais para o profissional de secretariado. As empresas querem mais e não se satisfazem com um trabalho de nível médio.

 Para Meire Naomi Fujimoto, consultora de recursos humanos, da Catho On Line, as secretárias assumiram a postura de “braço direito” das corporações, tendo lugar até mesmo nos processos decisórios. Para ela, a capacidade de administração é o fator que mais tem agradado aos contratantes e a nova chave para o sucesso é estar sempre antenada às inovações e tendências tecnológicas, tanto para o próprio desenvolvimento quanto para alcançar boas colocações no mercado.

 Até mesmo a grade curricular das universidades que oferecem cursos na área de secretariado estão sendo atualizadas. Matérias relacionadas às áreas de atuação gerencial e estratégica, como Recursos Humanos, Finanças, Marketing e Tecnologia são abordadas com mais intensidade e os conteúdos cada vez mais se relacionam à realidade e cotidiano de uma empresa. Fazer uma pós-graduação na área de secretariado já não é mais impossível: a abrangência das vertentes disponíveis no mercado aumentou e tudo ficou ao alcance das secretárias.

 Em uma entrevista divulgada no site da Livraria Nobel em comemoração ao dia das secretárias, Stefi Maerker, coordenadora do Comitê de Secretárias da Câmara Americana, revelou que um fato relevante no momento de uma contratação é a atitude. “Formação acadêmica muitos têm e experiência é importante, mas a atitude é a maneira [...] como você transmite a idéia de que você vai ser capaz de fazer aquilo que ele quer.”, diz Stefi.

   Shinyashiki afirma que
“[...] as secretárias têm de manter postura pró-ativa, executando ações eficientes e em tempo real, pensando junto ou até antes dos executivos que assessoram. É fundamental que conheçam os desafios dos diretores e tenham conteúdo de informações que lhes permita dialogar, propor, ponderar, antecipar-se e apresentar soluções em vez de problemas.

   Versatilidade é a palavra que tem dominado o ambiente secretarial e todas essas novas atribuições que lhe são dadas, atualmente, giram em torno desse conceito. Hoje, o profissional deve ser multifuncional, ter visão macro e agir integradamente. Deve também ter muito mais do que só o desenvolvimento de tarefas e funções pertinentes ao cargo, mas, principalmente, a capacidade de apreender novos conhecimentos e estar preparado para oferecer soluções.

   A secretária tem que estar engajada não só com o seu dia a dia e do seu chefe, mas estar sempre pronta para entrar num jogo competitivo de polivalências, além de estar sintonizada com tudo o que acontece na empresa, em todos os níveis, para estar pronta a opinar e colaborar sempre que for necessário, e assim fazer o diferencial humano que se espera e que as empresas precisam.

Fonte:  Beatriz Bernardi é secretária executiva, formada pela Faculdade de Tecnologia em São Paulo, desde 2007, e atua na área há quatro anos. Hoje é assistente executiva em uma grande multinacional do ramo de tecnologia, além de Consultora Acadêmica em Lingua Portuguesa.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ATENÇÃO AO SEU COMPORTAMENTO

Não basta só se atualizar. Para conseguir uma boa colocação é preciso saber se comportar

Você se esforça e faz tudo para estar atualizada e deixar seu currículo perfeito. Investe em vários cursos e torna-se uma profissional competente. Mas, na hora de lidar com a pressão, com os prazos, com os colegas de trabalho ou com qualquer outro problema, bate um nervosismo, uma ansiedade e seu comportamento acaba atrapalhando tudo. Você sabia que isso pode ser fator determimante na hora de uma contratação?
Segundo o especialista em treinamentos comportamentais e projetos de recursos humanos da Thomas Brasil, Víctor Martínez, mais do que nas competências técnicas, os profissionais devem prestar atenção nas comportamentais. O especialista explica que essas habilidades são mais valorizadas e, por isso, os jovens profissionais devem investir no autoconhecimento para garantir o sucesso profissional.

“Um profissional pode ter inúmeras habilidades técnicas para desenvolver suas tarefas, mas, mesmo assim, precisará de competências comportamentais para fazê-las. Essas habilidades são fundamentais para que o colaborador utilize seus conhecimentos técnicos da melhor maneira”, explica Martínez.
As competências técnicas estão relacionadas à inteligência intelectual, ou seja, quantidade de conhecimento formal e acadêmico adquirido. Já as comportamentais dizem respeito à inteligência emocional, isto é, ao nível de equilíbrio e a capacidade de identificar e lidar com as próprias emoções e atitudes.

Com isso, o cenário vem mudando. “Agora as empresas passaram a dar também importância às competências comportamentais e aos aspectos referentes à qualidade de vida dos profissionais”, completou Martínez. Por isso, o importante é, além de pensar na qualificação, prestar atenção em como você se comporta perante as dificuldades do dia a dia da empresa.

Fonte: Bolsa de  Mulher

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Competências comportamentais são mais valorizadas pelas empresas

Para especialista, habilidades comportamentais são fundamentais para utilizar conhecimentos técnicos
 As competências emocionais são mais valorizadas pelas empresas do que as técnicas, segundo análise do especialista em treinamentos comportamentais e projetos de recursos humanos, além de CEO da Thomas Brasil, Victor Martinez.
Segundo Martinez, um profissional pode ter inúmeras habilidades técnicas para desenvolver suas tarefas, contudo, ainda assim, precisará das habilidades comportamentais para fazê-las.
“Essa valorização do comportamento é recente. O mercado costumava valorizar apenas as habilidades técnicas, e as pessoas eram contratadas exclusivamente de acordo com a experiência profissional, formação acadêmica e cursos extracurriculares (…) As habilidades comportamentais são fundamentais para que o colaborador utilize seus conhecimentos técnicos da melhor maneira”, avalia o CEO da Thomas Brasil.
Mas o que são competências comportamentais?
Ainda de acordo com Martinez, as competências comportamentais dizem respeito à inteligência emocional, ou seja, o nível de equilíbrio e a capacidade de identificar e lidar com as próprias emoções e atitudes.
Já as competências técnicas estão relacionadas à inteligência intelectual, em outras palavras, com a quantidade de conhecimento formal e acadêmico adquirido.
Dentre as competências comportamentais, segundo análise do CEO da Your Life, Rubens Gurevich, é preciso observar as necessidades das empresas para saber quais comportamentos devem ser desenvolvidos. Entretanto, diz ele, no geral, liderança, flexibilidade, baixa conformidade, relação interpessoal, trabalho em equipe e empreendedorismo são as competências mais valorizadas pelas empresas.
Fonte:  www.administradores.com.br

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Profissionais desmotivados têm solução?

Tem dias que acordar e ir para o trabalho se torna um verdadeiro tormento. Bate aquela preguiça e um sono que teima em permanecer. Até aí, tudo bem. Quem não tem um dia ruim ou acorda cansado, sem disposição? O problema surge quando isso se torna uma constante e você não se vê motivado para encarar as tarefas do dia a dia. E mais: há quem faça muitas coisas ao mesmo tempo e mesmo assim viva a chamada aposentadoria mental.

Essa situação permanente revela desmotivação. Uma pesquisa realizada pela consultoria de negócios Hay Group, que ouviu 261 mil trabalhadores de 85 empresas de diferentes áreas no país, descobriu que 31% dos participantes estão desmotivados. Para o especialista em desenvolvimento humano, Eduardo Shinyashiki, o problema pode estar ligado à postura desses profissionais em relação às suas carreiras. "É cada vez mais comum identificar pessoas que culpam as organizações pela falta de motivação. Mas a pergunta é: será que elas realmente estão refletindo sobre o que querem e colocando em prática ações que possam trazer resultados efetivos?”, questiona o especialista.

Em comparação ao levantamento de 2011, houve um crescimento de 59% do número de pessoas identificadas como inefetivas pelo mesmo estudo. “Estamos em um momento totalmente propício para o crescimento profissional, mas é fato que muitos vivem o que chamo de aposentadoria mental”, contou Eduardo que explicou que esse termo não serve para aquelas pessoas que são acomodadas, que fazem poucas coisas no seu dia a dia. “Há quem passe a semana inteira em um ritmo muito forte na empresa sem dar nenhum passo importante para seu desenvolvimento”, explica.

DICAS PARA SE MOTIVAR NO TRABALHO

Por isso fique atento se você passa o dia todo reclamando ou então não busca novos desafios por acreditar que não é possível vencer certas barreiras. Pois esses são exemplos de sintomas da aposentadoria mental. “Ouço sempre coisas do tipo 'não invisto em meus pontos fracos, pois sei que não vou melhorar' ou 'aquele projeto é muito legal, mas não sou capaz'. O auto-boicote é um comportamento comum e altamente prejudicial, pois se o indivíduo não acredita em si mesmo é muito difícil que ele transmita credibilidade no ambiente corporativo”, alerta o especialista.

Fonte: Bolsa de Mulher

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Palestra dia 30.09 para Secretárias da SAEB-Secretaria da Administração do Estado da Bahia

Mais uma vez, comemorei o Dia do Profissional de Secretariado-30 de setembro dando uma palestra, e este ano foi para os Profissionais da SAEB-Secretaria da Administração do Estado da Bahia.
Obrigada Senhor! por ter me permitido mais uma vez fazer o que gosto, compartilhar conhecimento com a categoria secretarial da qual tenho orgulho de pertencer.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

30 de setembro - Dia do Profissional de Secretariado


Setembro - Mês para festejar e refletir sobre a profissão
O mês de setembro e, particularmente, o Dia 30 de setembro é o dia em que se comemora a Profissão no Brasil. Porém, esse mês ficou pequeno para celebrar a importância e o crescimento da Profissão.
Com tantos eventos acontecendo, com 26 anos de regulamentação da profissão, só devemos e podemos entender que o Profissional de Secretariado, dia após dia, cativa e consegue novos destaques no mercado de trabalho.
 Provamos e comprovamos que o fim da profissão é um mito já deixado no passado e esta conquista é resultado do trabalho sério, que cada profissional de Secretariado realiza e que deixa marcas de sucesso, competência, dedicação e entusiasmo.
 Parabéns, Profissional de Secretariado!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

AGENDA PARA O MÊS DO PROFISSIONAL DE SECRETARIADO

16 e 17 de setembro - 4º ENSEC - Catussaba Resort Hotel
23.09 - Treinamento Profissionais de Secretariado da UNEB-Universidade do Estado da Bahia
30.09 - Palestra  SAEB - Secretaria da Administração do Estado da Bahia
05.10 - Palestra  UFS -Universidade  Federal de Sergipe

domingo, 25 de setembro de 2011

Veja os 10 sinais que indicam que sua carreira não anda bem


Você sabe quais são os sinais que podem indicar que talvez seja hora de mudar? Sugestão é identificar problema o mais rápido possível.

Ao longo da trajetória profissional, é preciso observar diversos aspectos para se certificar de que tudo está indo bem. Fazer reflexões de tempos em tempos, definir metas, objetivos e elaborar um plano de carreira são fundamentais para alcançar o sucesso.

Em algum momento da trajetória, no entanto, alguns sinais podem indicar que a sua carreira está com problemas e que talvez seja hora de mudar. De acordo com a consultora da DM Especialistas, Giuliana Hyppolito, embora isso seja mais frequênte com os mais jovens, pode ocorrer com qualquer profissional em qualquer momento da vida.

A principal orientação é constatar o mais rápido possível que não é isso que você quer fazer, assumir o desejo de mudar e elaborar o plano da virada. Isso é importante, pois, segundo Giuliana, muitos profissionais passam anos com dúvidas e, quando decidem tomar a decisão fazem de forma impulsiva, sem estratégia, o que pode gerar muita frustração.

Com isso em mente, observe os 10 sinais que indicam que pode ser a hora de mudar:
1- Quando as metas individuais não são atingidas - para conquistar uma carreira sustentável, é preciso que o profissional passe constantemente por um processo de avaliação das suas metas. Nesse sentido, quando se constata que as metas individuais não estão sendo atingidas e que falta de capacidade não é o problema, é possível que o profissional esteja diante de um sinal que indica que sua carreira não está bem.
Diversos fatores podem explicar por que o profissional não foi capaz de atingir suas metas, no entanto, quando isso se torna frequente e ano após ano não se observa melhora, o problema pode estar na carreira escolhida.
2- Insatisfação frequente em relação ao dia a dia – esta questão está diretamente ligada à motivação individual. Observe os fatores que afetam sua vontade de trabalhar. Se o salário está compatível, se você não vê seu chefe como um problema, se você tem oportunidade na empresa, mas mesmo assim existe uma insatisfação ao ir trabalhar, novamente, isso indica que há algo de errado.
Segundo Giuliana, por conta dessa insatisfação, o profissional começa a perder os prazos, passa a deixar os trabalhos em segundo plano. “Ele não abraça mais a causa da empresa”.
3- Novos interesses – é de se esperar que um profissional da área de finanças tenha muito mais interesse nos assuntos relacionados a essa área do que em qualquer outra. O problema é quando a área de marketing, de vendas ou até de recursos humanos começa a chamar muito a atenção deste profissional.
Observe que se interessar por outras áreas dentro da empresa não é negativo e pode até melhorar a performance do profissional dentro da sua área, por ajudá-lo a desenvolver uma visão holística. O fato é que, quando as demais área passam a ser mais interessantes e o profissional se aprofunda nos outros assuntos que não os referentes à sua área, é um sinal claro de que sua carreira precisa ser repensada.
4- O trabalho do outro é mais interessante – na mesma linha do item anterior, aqui o profissional passa a achar os projetos das outras áreas da empresa mais interessantes e até mesmo mais importantes para a organização. Giuliana alerta para esse tipo de avaliação, sugerindo que deve servir de alerta se o indivíduo achar que seu trabalho não tem tanto valor quanto o dos demais.
5- Esperando que as coisas mudem- Giuliana lembra que, mesmo com dúvidas, os profissionais ficam nas empresas e seguem o plano de carreira na esperança de que surjam oportunidades em que eles possam fazer o que realmente gostam. A sugestão é: se você já sabe que não é aquilo que o motiva, não insista na esperança de “um futuro diferente”, pois, na maioria das vezes, ele não acontece.
6- Perda da autoconfiança – quando a carreira não vai bem, os profissionais usualmente perdem a confiança em suas habilidades e competências. Surge então uma forte desconfiança em relação aos seus próprios conhecimentos. “O profissional começa a se sentir incapaz e consequentemente passa a errar mais”, observa Giuliana.
7- Projetos pessoais se sobressaem – é saudável e estimulante desenvolver projetos pessoas, separadamente daquilo que é feito no seu ambiente de trabalho. No entanto, quando uma atividade que sempre ficou em segundo lugar começa a dominar o pensamento e o interesse do profissional, pode ser um sinal de que a carreira precise de mudança.
8- Gaps comportamentais – mudanças de comportamento também são sinais claros de que talvez haja algo errado e, portanto, devem ser observadas. Giulina explica que um caso clássico de um sinal de que a carreira não anda bem é quando um profissional que nunca teve problema de relacionamento começa a brigar constantemente.
Outro desvio de comportamento é quando o colaborador se afasta da equipe e vai se tornando mais individualista. De forma geral, fique atento, caso apresente desvios de comportamento nunca antes observados.
9- Evita se envolver em assuntos profissionais - as pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Faz sentido, portanto, as conversas que travam com amigos, parentes e colegas de trabalho estarem relacionadas ao trabalho que desenvolvem. O profissional que está passando por um processo de mudança vai tentar sempre fugir desse tipo de assunto.
Tudo que estiver ligado ao contexto corporativo não será mais do seu interesse, podendo até mostrar irritabilidade quando a conversa não toma outro rumo. Fique atento a esse sinal: ele pode estar indicando que é hora de mudar.
10- Feedbacks não fazem mais efeito - o objetivo principal do feedback é desenvolver o profissional. É o momento no qual as questão relacionadas à sua performance são levantadas e um plano corretivo é proposto. O mais interessado nesse momento é o próprio profissional, pois é a oportunidade de se desenvolver e crescer dentro da empresa.
Não se interessar pelo feedback é um claro sinal de que sua carreira não anda bem, já que carreiras em processo de desenvolvimento exigem esse retorno.

Fonte: Administradores