terça-feira, 3 de maio de 2011

A Arte de Escrever depressa- Ofício de Taguigrafo

Ofício de taquígrafo continua ganhando fôlego, apesar das novas tecnologias

Manoela Alcântara

Primordiais na rotina de órgãos públicos, profissionais da área chegam a ganhar salário inicial de R$ 17 mil.

Escrever, digitar ou até mesmo transcrever a fala de um interlocutor de forma simultânea parece uma tarefa impossível. Mas os taquígrafos fazem isso sem nenhuma dificuldade. Por meio de símbolos que reproduzem os sons das palavras, eles conseguem colocar no papel uma palestra, um discurso parlamentar, uma conversa ou qualquer tipo de oratória em tempo real, acompanhando a velocidade da fala. Mesmo com todas as tecnologias atuais, a profissão está longe de se tornar obsoleta. Pela transcrição fidedigna e pela rapidez, esses profissionais são requisitados por associações, por escritórios de direito e, sobretudo, por órgãos públicos dos Poderes Legislativo e Judiciário, onde são essenciais.

São os taquígrafos, por exemplo, que fazem as atas das comissões, das audiências e do parlamento, e comprovam o trabalho que os parlamentares estão realizando, atestam a veracidade dos diálogos e ainda divulgam para a sociedade o que acontece no dia a dia. Tanta responsabilidade dá a esses trabalhadores um salário inicial que pode ultrapassar os R$ 17 mil no serviço público e um amplo leque de opções de atuação para os autônomos. Normalmente, por uma hora de serviços prestados, os taquígrafos cobram entre R$ 140 e R$ 180.

Mesmo assim, ainda faltam profissionais qualificados no mercado. Com o anúncio de 10 vagas, além de cadastro de reserva, para a seleção do Senado Federal, que deve acontecer em 2012, a procura por cursos na área aumentou. Mas o professor e fundador da Academia de Línguas e Letras, Antônio Walter Queiróz Galvão, 84 anos, faz um alerta: quem quiser conseguir ser aprovado na prova prática do certame precisa começar logo. “Uma pessoa comum fala 80 palavras por minuto em uma conversação. Para esse concurso, é exigida a captação de 110 a 120 palavras por minuto por meio da taquigrafia. Isso só se consegue após o curso e muito tempo de treinamento”, enfatiza ele.

O aprendizado da técnica pode acontecer em intervalos variados, dependendo do empenho do aluno. Para escrever em uma velocidade normal, é preciso estudar por, pelo menos, seis meses. Os outros seis de aperfeiçoamento são de prática intensa e treinamento. Embora existam mais de 60 métodos diferentes para escrever por meio de símbolos, os sistemas mais utilizados no Brasil são o Taylor, o Oscar Leite Alves, o Duprat e o Martí, ensinados por escolas específicas ou por taquígrafos que exerceram a profissão por muito tempo e decidiram se dedicar ao aprendizado.

Para fazer um trabalho de qualidade nessa área, é preciso também conhecer bem a língua portuguesa, a fonética e a linguística. “Até para passar em uma prova de concurso é necessário ser aprovado primeiro em um teste de nível superior e em uma prova de português para depois mostrar os conhecimentos como taquígrafo na prova prática”, analisa a professora e ex-diretora da área de taquigrafia do Senado Lizete Castro. Segundo ela, a exigência de nível superior se justifica por causa da necessidade de contextualização exigida pelos profissionais desse ramo. “Não é só escrever o que as pessoas falam, tem que interpretar, normatizar e corrigir o português. Quem não sabe ortografia não consegue entender o sistema, fazer a junção das palavras”, afirma.

Carreira renovada

Ouvir perguntas sobre o porquê da taquigrafia não ser substituída por gravadores é muito comum para quem não entende o que esses profissionais fazem. Ao contrário das longas horas de degravação que uma pessoa comum demoraria e da necessidade de ficar voltando o áudio diversas vezes para entender o que foi dito, com a técnica isso não é necessário. Para aliar essa agilidade a benefícios para a população, André Valter Galvão, 41 anos, filho do professor Galvão, ajudou a aliar a velocidade da internet à da taquigrafia.

Como diretor do setor dessa especialidade na Câmara dos Deputados, ele foi um dos idealizadores da implantação de um sistema no qual os taquígrafos da Casa atualizam as notícias na Agência Câmara de dois em dois minutos, possibilitando o contato da população com o que é dito no parlamento. “Nós oferecemos as informações puras, sem edições ou cortes. Colocamos (exatamente) o que foi dito”, explica. “Se um deputado quer passar uma informação, não adianta que isso seja divulgado três ou quatro dias depois. Como aconteceria com a degravação de fitas. Mas nós publicamos isso com agilidade pelo que a técnica nos proporciona. Se uma sessão termina as 20h, por exemplo, no máximo até às 20h10 todo o conteúdo estará divulgado no nosso site”, relata André, que é o atual revisor de sua área na Câmara.

Ele foi alfabetizado em taquigrafia pelo pai quando ainda tinha 12 anos e se apaixonou pela técnica. Mesmo assim não deixou de se capacitar. Formou-se em direito,
atua como advogado e ainda dá aulas na Academia de Línguas e Letras. “Nós vivemos no mundo da informação, cumprimos um papel de passá-la de forma ágil e não podemos parar no tempo. Assim como em toda profissão, a atualização é importante”, ressalta André Galvão. Segundo ele, como a profissão exige muito da audição, da visão e da capacidade de concentração, é preciso que os futuros profissionais entendam que, ao entrar para o ramo, os cuidados com a saúde têm que ser constantes.

É preciso fazer exercícios para não desenvolver uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e forçar uma aposentadoria antecipada. Para isso, há um sistema de rodízio que precisa ser cumprido à risca para que ninguém seja sobrecarregado. Afinal, todos os registros são feitos a lápis e em um papel especial para que a leitura possa ser feita corretamente. Justamente para regulamentar essas peculiaridades, o deputado Valtenir Pereira (PSB-MT) propôs, no ano passado, a votação do Projeto de Lei nº 7358/10, prevendo a aposentadoria especial para taquígrafos aos 25 anos de trabalho e carga horária fixa de 6 horas diárias e 30 semanais. Mas a proposta foi arquivada.

Atualmente, não há normas diferenciadas para a carreira e a aposentadoria se enquadra nas regras gerais. Um estudo do professor Gentil Luiz João Feijó, da Faculdade Fluminense de Medicina, revela que o desgaste físico e psíquico a que é submetido o taquígrafo pode levá-lo à invalidez em um prazo relativamente curto.

Taquigrafando a história

Nascido em 1927, Antônio Walter Queiróz Galvão começou a se interessar pela taquigrafia quando ainda tinha 14 anos. Por meio de um anúncio de jornal oferecendo um curso gratuito, ele aprendeu primeiro a profissão de estereógrafo (quando a pessoa consegue captar cerca 80 palavras por minuto) e, logo após, a de taquígrafo. Não demorou para que Antônio conseguisse seu primeiro emprego na área. Com 18 anos, ele já era perito contador (mais uma de suas habilidades) da WM Jackson, no Rio de Janeiro. Além da função inicial, taquigrafava, datilografava e respondia cerca de 40 cartas por dia, ditadas pelo seu chefe da época. Em 1957, ele ingressou como servidor público do Tribunal Federal de Recursos, hoje Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando passou em primeiro lugar. Dois anos depois, foi convocado a sair do Rio e se mudar para Brasília para trabalhar na sede do órgão. Chegou à capital em 1960 e foi o único taquígrafo que registrou a primeira reunião do STJ, em 21 de abril de 1 960. Com o decorrer do tempo, formou-se em contabilidade e direito, fundou a Academia de Línguas e Letras, que hoje atende cerca de 50 alunos de taquigrafia por mês, além dos outros estudantes de línguas estrangeiras. Antônio Galvão também ensinou seus quatro filhos a dominarem a técnica.
Fonte: Correio Brasiliense-DF

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia Internacional do Profissional de Secretariado

Dia 27 de abril é comemorado Dia Internacional do Profissional de Secretariado.

Esse dia foi criado durante o 3º SUMMIT (International Office Professionals Summit) da África do Sul, evento realizado pela International Association of Administrative Professionals – IAAP, a principal Associação mundial da categoria. É uma data móvel que recai na quarta-feira da última semana cheia do mês de abril.

Parbéns a todos que fazem parte dessa categoria, que lutam constantemente por mais valorização e reconhecimento dessa importante profissão que desenvolve um relevante papel na sociedade.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Netiqueta: cuidado, seus posts nas redes sociais não podem ser tratados como conversas particulares

Estamos numa era de extrema valorização de celebridades, de muita exposição e é raro encontrar quem consiga, ou queira, fugir dos holofotes. A maioria quer participar, ser vista, ser ouvida e são as redes sociais as responsáveis por transformar este desejo em  possibilidade real. Estes canais são uma nova maneira de existir, de se mostrar, de ter alguma voz e importância no mundo fugindo ao pior castigo da nossa era: o anonimato.

Hoje o limite entre o público e o privado é tão tênue que podemos dizer que estamos revivendo a Etiqueta do Antigo Regime, a mesma do século 16 na corte Versalhes do Rei Luis 14, o Rei Sol. Então, não existia diferença entre o espaço público e privado. A prova foi a célebre frase que ele deixou para a história: “O Estado sou Eu”.

O rei acordava com a corte inteira em seu quarto e ia ao banheiro acompanhado; a rainha tinha filhos na frente de todos e discutia seus relacionamentos e sua vida íntima como programa de governo. Como faz muita gente no Twitter hoje, não é mesmo?

Naquela ocasião, esta prática tinha uma razão de ser: era como o rei exercia seu poder conhecendo cada gesto de seus súditos e assim dominando a Corte. Já hoje, há apenas a vontade de ter um lugarzinho ao sol e fugir da solidão tendo também uma pequena Corte - no caso, os seguidores e amigos virtuais - e de partilhar com eles cada passo da vida. Até nas coisas mais insignificantes como “Estou com calor”, “Cheguei no escritório” – como se alguma dessas informações fossem interessantes a alguém!

A primeira coisa a lembrar na questão da netiqueta é que qualquer post em uma rede social não é igual a uma conversa particular, com algum amigo, porque se trata de um espaço público. Está na internet, então está para todo mundo! Cada palavra, cada foto, cada link, faz parte de um perfil que você está fornecendo para quem quer que seja. Um perfil que pode ser usado como instrumento online de avaliação para contratações profissionais, por exemplo.

Cabe aqui uma ressalva para quem está procurando um primeiro emprego: as informações presentes no seu perfil online são ainda mais delicadas, pois não há ainda no seu currículo experiência profissional para contrabalançar qualquer informação tola que apareça na internet. As pessoas que já estão no mercado de trabalho estão ao menos garantidas por um currículo que comprova sua competência.

Portanto, ao se jogar no Facebook ou no Twitter vá com calma; domine bem sua tecnologia e saiba usá-la aproveitando seus recursos de privacidade e proteção.
 Fonte: Glória Kalil

quarta-feira, 30 de março de 2011

Curso Aperfeiçoando Técnicas Secretariais-UNEB-Juazeiro-BA

Visando a melhoria das atividades acadêmico-administrativas, a ampliação de conhecimento dos servidores das técnicas de secretariar, dos requisitos éticos e da qualidade no atendimento e a qualificação dos serviços prestados pela Universidade, o Departamento de Ciências Humanas (DCH) – Campus III, através da Coordenação de Recursos Humanos, promoveu o curso Aperfeiçoando técnicas secretariais. A capacitação, que aconteceu na segunda quinzena de março, contou com a participação de trinta e oito servidores, entre eles secretários do Departamento de Ciências Humanas (DCH) e do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS), ambos do Campus III, além de outros servidores interessados que trabalham com atendimento na Universidade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sucesso Profissional - As atitudes e comportamentos exigidos pelas organizações

Caio Lauer

O mercado de trabalho vive em constante mudança e muito se fala no perfil de sucesso do profissional moderno. Por conta desta mutação do cenário corporativo e das diversas áreas de atuação, é difícil afirmar quais as condutas e ações mais adequadas para toda e qualquer situação de trabalho. Porém, existem competências técnicas e comportamentais que devem estar presentes em todas as atividades profissionais, de acordo com as tendências do mundo organizacional.

Em geral, todo profissional possui competências técnicas (executar suas atividades do dia a dia) e estratégicas (ter a consciência da situação global da empresa, para onde caminha, situação de mercado e desafios), e o comportamento humano (como postura e relacionamento interpessoal).

O profissional de sucesso precisa saber lidar com pessoas, deve agir com naturalidade às pressões do dia a dia, tem que ser flexível e precisa saber reagir rapidamente a mudanças, no entanto as cobranças dependerão de cada empresa e podem ser diferentes dependendo da área de atuação. Por exemplo, uma área técnica exige ações mais precisas e pontuais, enquanto uma área comercial exige uma maior humanização nas ações, como questões de negociação e retenção de clientes. “Administrar a parte técnica não é algo crítico para as organizações, pois quando há a contratação de um profissional, entende-se que ele domina determinadas atividades que competem a sua demanda. O mais desafiador é despertar na pessoa uma visão mais consciente da empresa em que atua e seu papel como parte estratégica da corporação”, aponta Nelson Moschetti, consultor de RH da Crowe Horwath RCs, empresas de auditoria e consultoria.

As competências podem ser divididas em dois grandes grupos: as técnicas e as comportamentais. Na parte técnica, espera-se do profissional que seja suficientemente habilidoso, para realizar de forma correta suas atividades. “Um erro comum é que, muitas vezes, as pessoas se prendem às ações do momento e não pensem que na evolução da carreira podem passar a desempenhar funções diferentes”, alerta Víctor Martínez, especialista em análise de perfil comportamental e CEO da Thomas Brasil, empresa de gestão de pessoas. Já a competência comportamental é a capacidade de integrar e identificar as próprias emoções, motivações e pensamentos, colocando-os de forma prática frente às situações do dia a dia.

Uma pessoa que possui o comportamento adequado às exigências da empresa, mas não tem conhecimento de suas atividades, tecnicamente falando, não atingirá o sucesso. O oposto também coincide, pois uma pessoa que sabe muito do que faz, mas não se porta conforme às expectativas da organização, naturalmente será visto com maus olhos. Para Víctor, em relação as competências comportamentais, quando um profissional é contratado, o bom senso indica 75% da conduta que deverá ter no ambiente de trabalho. “O restante, como valores e cultura da empresa, só será revelado durante suas atividades de rotina e com a convivência neste novo ambiente”, completa.

Gestores centralizadores não dão espaço para novas ideias e prendem seus subordinados em suas ações e decisões. Então, no papel de líder, é importante saber criar um ambiente na equipe que facilite a solução de problemas, estimule a inovação e dê autonomia aos liderados. “A alta direção da empresa precisa ter um discurso que estimule a prática de um bom ambiente de trabalho e com boas condições para os profissionais. Essa filosofia deve ser passada para a média gerência e para o primeiro nível de chefia, como supervisores”, opina Moschetti.

O diferencial competitivo do profissional está em saber gerir as próprias características. Ou seja, no autoconhecimento e na identificação das competências e do perfil comportamental. Após conhecer as próprias características, é preciso analisá-las junto às exigências do mercado atual, e desenvolver outras, caso necessário. “O profissional não pode estar voltado apenas para a expectativa do que a empresa pode fazer por ele. A chamada proatividade é fundamental para alcançar o sucesso e fazer cursos de especialização na área. MBAs, por exemplo, auxiliam no avanço da carreira”, finaliza Nelson Moschetti.

Fonte: As atitudes e comportamentos exigidos pelas organizações – Sucesso Profissional - Jornal Carreira e Sucesso


sexta-feira, 4 de março de 2011

08 de março - Homenagem Dia Internacional da Mulher

A TODAS     
No princípio éramos Eva.                                                
Nascidas para a felicidade dos Adãos.
E nosso paraíso tornou-se trevas
Porque ousamos libertação.
 Mas sonhávamos com a igualdade                              
 Mais tarde fomos Maria
  Nosso pecado redimiria
 Dando à luz Aquele que
Traria a salvação
Mas isto não bastaria para
Encontrarmos o perdão.
Passamos a ser Amélias
Mulheres de verdade.
Para a sociedade
Não tínhamos a menor vaidade.
Muito tempo depois decidimos:
Não dá mais!
Queremos nossa dignidade
Temos nossos ideais!
Hoje não somos só esposa ou filhas
Somos pai, mãe, chefes de família.
Somos caminhoneiras, taxistas, piloto de avião,
policial, operária em construção.
E ao mundo dizemos: com licença, eu vou à luta.
Fonte: Extraído da Revista Presença da Mulher, 10/04


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Você é um profissional proativo?

Proativo é o profissional que enxerga além do que vê e busca sempre se atualizar.

Aquela pessoa que não tem medo de errar e que pensa sempre na frente. Prevê as necessidades e resolve problemas, antevê os conflitos e os resolve de pronto. Não tem soluções prontas, cria uma para cada situação.
Uma pessoa equilibrada e feliz, já que não deixa nada para trás e administra bem seu tempo, sem deixar que trabalhos e retrabalhos deixem seu dia estressante. Também é motivado já que não recebe advertências, muito menos chamadas de prazo estourado.

Ele tem "atitude".

É dono do seu tempo, piloto de sua aeronave e não fica em cima do muro esperando as coisas acontecerem. Sabe que uma das únicas coisas que todo ser humano possui, igual para todas as pessoas, mesmo o Presidente, o Papa, Silvio Santos ou um mendigo, são as 24 horas do dia.

A maneira como determina seu dia é que realmente faz a diferença entre o profissional proativo ou não. Você sabe que diferença faz no resultado final global (corporativo) contar com pessoas que tenham atitude no trabalho?

Toda diferença. Pessoas proativas estão sempre adiante do seu tempo, fazem as coisas acontecerem e mudam a história de qualquer empresa.

E como se diferencia um profissional com iniciativa de um procrastinador?

Segundo o Dicionário Aurélio, procrastinar quer dizer "transferir para outro dia; adiar, delongar, demorar".

Quantas vezes você deixou alguma coisa para depois e a oportunidade passou? Quantas ideias você teve, não implementou e quando desejou implementá-las já não tinham mais a validade de quando as concebeu? Quantos negócios e oportunidades você perdeu por esperar demais?

O profissional de atitude se torna útil e todos o procuram, respeitam, pedem sua opinião. Aquele procrastinador está sempre adiando trabalho, respostas e reuniões; as pessoas, com o tempo, passam a ignorá-lo e ele não se torna mais necessário.

Eu percebo logo uma pessoa assim quando ligo e a pessoa não atende de pronto.

Ou está em reunião, ou numa outra ligação, ou está ocupada e retorna
em um minutinho. E muitas vezes este minutinho demora dias, semanas, meses e dezenas de retornos sem sucesso.

Não é mais fácil atender e resolver em um minuto, mesmo que seja para dizer: “olha, o seu produto, sua proposta, não me interessam!”

As pessoas merecem respeito.

Sempre digo que, se precisar de um favor de alguém, peça-o para alguém muito ocupado; com certeza ele vai arrumar tempo para te atender, enquanto outros...

Mas de onde tirar motivação para adotar esta postura "pra frente”?

De dentro de nós. A empresa, família, amigos não têm a responsabilidade sobre nosso sucesso profissional. Estar sempre antenado e sair à frente em decisões, saber das informações atuais e buscar soluções é muito importante para criar uma atmosfera favorável. A automotivação é fundamental a todos.

Fazer cursos, assistir palestras, ler livros, conversar com pessoas inteligentes e que acrescentem é o caminho para estar sempre motivado e proativo.

E como os líderes podem incentivar esta postura em seus subordinados?

Dica um - motivando-os através de treinamentos, criando uma biblioteca na empresa, em que eles poderão receber prêmios através do numero de livros lidos mensalmente.

Dica dois -  buscar a responsabilidade social, trazer para a empresa algum projeto no qual os funcionários se responsabilizem por alguma instituição e trabalhem no mesmo objetivo.

Dica três - criar o funcionário do mês, quando eles serão avaliados através de suas ações e serão premiados pelas atitudes positivas e proativas durante o mês.

Dica quatro - exterminar a procrastinação (empurrar com a barriga). E como exercitar uma postura proativa no dia a dia? Quer algumas dicas?

Primeiro, levantar de manhã como se fosse para uma festa! Procure manter-se feliz e buscar maneiras de obter somente pensamentos positivos.

Segundo, não deixe NADA para depois, mantenha uma agenda sempre a mão e coloque TUDO mesmo anotado de forma clara e sempre atual.

Terceiro, exerça o follow-up – verifique pela manhã as tarefas que não conseguiu realizar no dia anterior e procure executá-las em primeiro lugar neste dia.

Quarto, saiba delegar tarefas. Cobre através do dead line (último prazo). Anote em uma planilha data, nome, ação e data da devolutiva.

Ao solicitar uma determinada tarefa de alguém anote no seu dead line e peça para a outra pessoa anotar também. Sempre pergunte qual a data a ser entregue, no dia, peça para que acompanhe o seu dead line e verifique se cumpriu o prazo; caso não tenha conseguido, pergunte qual o novo prazo de que necessita.

O dead line é interessante até mesmo para nós, pois podemos nos policiar para que não deixemos as coisas para trás.

Quinto, quando possuir um problema que não consegue solucionar, faça um brainstorming (chuva de ideias).

Anote pelo menos dez maneiras diferentes de resolver o mesmo problema, não questione muito, deixe sua mente criar sem restrições e só depois verifique qual solução poderá ser desenvolvida.

Boa Proatividade!


Artigo escrito por Reginah Araújo
Fonte: Jornal Carreira e Sucesso – 411ª Edição

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PERFIL DO SECRETÁRIO EXECUTIVO

O perfil atual prevê que o Secretário tenha sólida formação geral e humanística, com capacidade de análise, interpretação e articulação de conceitos e realidades inerentes à administração pública e privada; que esteja apto para o domínio em outros ramos do saber, desenvolvendo postura reflexiva e crítica que fomente a capacidade de gerir e administrar processos e pessoas, com observância dos níveis graduais de tomada de decisão; que seja capaz para atuar nos níveis de comportamento microorganizacional, mesoorganizacional e macroorganizacional.

 O que os executivos esperam do Profissional de Secretariado:

Os executivos esperam que o profissional de Secretariado seja cogestor, assessorando a equipe do departamento que atua, trabalhando focado nas metas e nas ações do departamento que atingirão os resultados organizacionais, identificando e trabalhando para a execução dos processos administrativos, na intermediação das relações intersetoriais e externas da organização, realizar a gestão dos clientes. Enfim, nessitam de profissionais competentes para garantir a competitividade organizacional, de pró-atividade, ter perfil arrojado e ágil, com foco em resultados.

Fonte: Diretrizes Curriculares - Resolução 03 do CNE/MEC.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CARREIRA:

10 livros para inspirar sua carreira em 2011
A revista Exame reuniu obras de diferentes gêneros literários indispensáveis para o próximo ano - e que podem servir de inspiração para sua carreira
O sonho do celta
Em O sonho do celta, o vencedor do Nobel de Literatura em 2010 Mario Vargas Llosa se inspira na vida do irlandês  Roger Casement, que serviu como cônsul britânico no Congo belga no início do século 20. A trama, que rendeu viagens de Llosa para a República Democrática do Congo e Irlanda, mistura fatos históricos e de ficção para contar a história do homem que denunciou os abusos aos direitos humanos no Congo belga e na Amazônia peruana, durante o ciclo da borracha.
O sonho do celta
- Mario Vargas Llosa - Quetzal Editores – 2010
A ponte – A vida e ascensão de Barack Obama
Quais os caminhos que levaram Barack Obama ao cargo de presidente dos Estados Unidos? O A ponte, lançado há poucos meses no Brasil, volta às raízes do político americano, desde sua árvore genealógica, para responder a essa pergunta. A obra foi escrita pelo editor da revista The New Yorker, David Remnick, a partir de entrevistas com pessoas que acompanharam a trajetória do presidente e é considerada a biografia mais completa já escrita sobre o político.
Depois de um ano
em que Obama enfrentou os piores indíces de aprovação popular, com medidas como a revisão do sistema de saúde americano, A ponte é um livro essencial para compreender o estilo de gestão do atual presidente e o atual contexto histórico mundial.
A ponte – A vida e ascensão de Barack Obama - David Remnick - Companhia das Letras - 2010
Da preguiça como método de trabalho
A escrita leve do gaúcho Mario Quintana é uma ótima pedida para o tempo livre em 2011. Com um olhar bem humorado e informal, Quintana consegue caminhar por situações prosaicas do cotidiano sem perder um viés crítico e irônico sobre a sociedade. Nessa obra, o poeta passeia por diversos gêneros além da poesia, como crônicas, contos e entrevistas.
Da preguiça como método de trabalho - Mario Quintana - Editora Globo - 2007
Nunca antes na história deste país
Pelo menos em tese, os anos Lula chegaram ao fim no dia 31 de dezembro. Para além de todo contexto político, econômico e social dessa "era", os últimos oito anos foram marcados por frases célebres como "O governo tenta fazer o simples porque o difícil é difícil", proferida pelo quase ex-presidente em junho de 2004.
Outras sentenças de impacto como essa foram reunidas pelo apresentador e comediante Marcelo Tas no livro Nunca antes na história deste país, que de uma forma divertida relata parte da história recente do país - além de ajudar a matar as saudades dos discursos célebres.
Nunca antes na história deste país - Marcelo Tas - Panda Books – 2009
O processo
Em uma clara crítica à burocracia e corrupção do sistema judiciário, O processo narra as desventuras do bancário Josef K., que no dia de seu aniversário de 30 anos é preso – sem que se saiba as acusações que culminaram na detenção. “É uma obra divertidíssima e questiona o quanto nós aceitamos todas as imposições do sistema”, diz Fabiano Caxito, professor da FIA.
O processo - Franz Kafka  - Companhia de Bolso  - 2005
Fora de série: Outliers
Nessa obra,  o jornalista da The New Yorker mostra que o talento não é a única condição para que pessoas como Bill Gates e os integrantes dos Beatles alcançassem sucesso. Para isso, ele mapeia o contexto histórico e social que fizeram germinar as oportunidades de crescimento para personalidades da história mundial.
Com isso, "o livro retoma a discussão sobre o quanto o talento é inato ou como algo que pode ser desenvolvido, com, no mínimo, três horas de treino por dia", diz Paula Giannetti, superintendente de recursos humanos do Banco Santander, que sugeriu o livro.
 
O perfume
O primeiro romance de Patrick Suskind narra a história do sociopata Jean-Baptiste Grenouille. Nascido em meio aos odores de uma banca de peixes, ele era dotado de um apuradíssimo olfato. Por conta disso, ascende socialmente à condição de perfumista, que o leva a obsessão de criar um perfume irresistível, capaz de dominar qualquer pessoa.
“Não temos condições para criar um perfume que induza todos a gostarem de nós, mas podemos cultivar uma série de características que tornem nossas carreiras reconhecidas”, diz Caxito. “É a questão do marketing pessoal”.
O perfume - Patrick Suskind - Editora Record - 2006

A peste

No pequeno povoado de Orlan, na Argélia, a peste bubônica dizima parte da população. Frente a esse inimigo invisível, o médico Bernard Rieux precisa correr contra o tempo para encontrar a cura para o mal. Neste percurso, o protagonista enfrenta uma série de dilemas éticos. A obra apresenta, nas entrelinhas, uma alegoria crítica ao totalitarismo nazista “É um exemplo típico de gerenciamento de crise”, diz Caxito.
A peste - Albert Camus - Editora BestBolso

A fogueira das vaidades

Sherman McCoy, um bem sucedido operador da bolsa de Nova York, se perde em Nova York e acaba atropelando um pedestre no bairro do Bronx. “`Para manter as aparências, o protagonista entra em um jogo cada vez mais complexo”, afirma Caxito. “E, com isso, o livro questiona o fato de que, ao representar um papel, muitos acabam se perdendo pelo caminho”.
A fogueira das vaidades - Tom Wolfe - Editora Rocco

O nome da Rosa

Publicado em 1980 e adaptado para o cinema, O nome da Rosa é o primeiro romance do italiano e mestre da semiótica Umberto Eco.
A trama, permeada por uma série de discussões filosóficas, é construída em torno dos passos do frei Guilherme de Baskerville para desvendar a mente por trás da morte de sete monges de um mosteiro italiano no ano de 1327.
“A postura do protagonista revela uma competência fundamental para todo profissional: saber ler ambientes”, explica Caxito. Munido de capacidade de observação fenomenal, Baskerville, em várias passagens do livro, é capaz de descrever cenários e objetos sem tê-los visto.
O nome da Rosa - Umberto Eco - Editora Record - 2009
Site Exame.com