Hoje, avaliar perfis de profissionais em sites como Facebook e Twitter
são consideradas fontes alternativas pelos RHs. As organizações começaram a
compreender que os indivíduos são constituídos por vida profissional e pessoal
e o lado particular das pessoas também pode ser levado em consideração na hora
de uma seleção ou promoção.
As etapas de um processo seletivo são
compostas por apresentação do currículo, dinâmica de grupo e entrevista.
Para se destacar nesta mecânica, os profissionais tendem a se moldar como
sujeitos ideais àquela vaga, se adaptando conforme os requisitos da companhia.
A consequência disto é a venda de uma imagem com muitas inverdades, pois
separam o lado particular do profissional. “Em um passado recente, as empresas
contratavam por conta da formação ou do currículo, mas começaram a perceber, no
dia a dia, que muitos contratados não eram tão envolvidos com os valores da
companhia e que não se relacionavam bem com os outros funcionários, por
exemplo. As Redes Sociais apresentam a oportunidade para que os recrutadores
conheçam as pessoas como elas realmente são, o que auxilia no processo de
seleção”, explica Branca Barão,
especialista em comportamento humano, criatividade e inovação.
De acordo com a Pesquisa dos
Executivos, realizada pela Catho Online
com mais de 46 mil respondentes, dentre os profissionais desempregados, em uma
escala de 0 a 10 – em que 0 não influencia e 10 influencia muito – a
importância da reputação/imagem/comportamento nas redes sociais teve nota 6.
Porém, dentre os recrutadores respondentes, apenas 14,6% checam perfis de
candidatos nas redes sociais, sendo que a relevância das informações contidas
nas redes fica em apenas 3,7, em uma escala de 0 a 10.
Além de ter se mostrado um canal
direto e objetivo na hora de avaliar, mesmo que superficialmente, um candidato
na questão comportamental, estes sites são menos custosos se comparados a
análises dentro do uma seleção. Eles tornaram-se uma fonte alternativa de
informação, apesar dos candidatos não terem total consciência disto. “Muitas
pessoas ainda não enxergam as redes como canal de promoção ou que traga
prejuízos para a carreira. Não existe uma preocupação muito forte com isto,
mesmo porque ainda há muita confusão sobre o que podem compartilhar na questão
profissional e pessoal”, diz Renato
Ricci, coach e diretor do Positive Change Institute Brasil.
Existem cuidados a serem tomados na
hora de postar uma foto, vídeo ou opinião sobre algum assunto – estas ações
devem ser ponderadas, considerando as pessoas e ambiente em que o profissional
vive. A questão é fazer um trabalho de autoconhecimento e saber expor o melhor
para que os outros vejam, sendo verdadeiro consigo mesmo. “O Facebook, por
exemplo, deve refletir o comportamento e o bom senso da pessoa. Da mesma forma
que um indivíduo não pode ficar bêbado em uma festa da empresa, ele também não
deve postar fotos de caráter racista, por exemplo”, opina Barão.
Pode-se dizer que, hoje, a empresas
levam em consideração o que está no perfil do candidato e a análise da vida
pessoal pesa mais do que tempos atrás. Muitas atitudes nas redes, inclusive,
podem ter caráter eliminatório.Para Ricci, citar opiniões discriminatórias e piadas
de mau gosto podem vir de encontro com os valores da organizações onde atua, o
que pode passar uma imagem extremamente negativa. “Falar mal de uma empresa
onde trabalhou também não pega bem e pode mostrar que esta pessoa faria o mesmo
com a corporação onde atua no momento”, conta.
Comportamento depende
do segmento
A atuação e exposição de um
profissional nas redes sociais também pode variar de acordo com a área em que
trabalha. Um atuante em Marketing ou Comunicação,
por exemplo, tem mais liberdade de expor ideias vistas como polêmicas e
controversas do que uma pessoa que trabalha em áreas mais conservadoras, como
Jurídica ou Administrativa.
“Os RHs podem usar o perfil de um
candidato como primeiro parâmetro. A Rede Social é um grande currículo,
atualizado todos os dias. Os selecionadores conseguem visualizar os assuntos
que interessam a pessoa e isto pode facilitar e contar pontos para o
candidato”, finaliza Ricci.
Fonte: Autor Caio Lauer Portal Carreira & Sucesso
Nenhum comentário:
Postar um comentário